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Nova Serrana fará novo levantamento para combate ao Aedes


A Secretaria Municipal de Saúde de Nova Serrana realiza, entre os dias 22 e 26 de outubro, o quarto Levantamento de Índices do Aedes aegypti (LIRAa) de 2018. A cidade está entre os sete municípios com incidência de dengue considerada muito alta na região Centro-Oeste de Minas, conforme a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG).

A taxa de incidência da doença considera não apenas o número absoluto de casos prováveis (entre suspeitos e sob investigação), mas também a proporcionalidade em relação ao tamanho da população de um determinado município.

Segundo os dados do boletim epidemiológico da secretaria, o município registrou 634 suspeitos da doença desde janeiro deste ano.

Procurada pelo G1, a coordenadora de endemias de Nova Serrana, Idália Carneio, afirmou que também foram notificados um caso suspeito de febre chikungunya e outros seis casos de zika. No último boletim sobre essas doenças em Minas, a Secretaria de Estado de Saúde informou cinco casos suspeitos de zika vírus na cidade.

“Dos casos de dengue já analisados, a maior parte foi descartada. Tivemos menos de dez confirmações [da doença]. Agora, estamos aguardando o resultado dos testes de alguns casos de dengue e dos casos suspeitos de chikungunya e de zika, mas o laboratório responsável pelas análises está com as atividades suspensas devido ao período eleitoral. Por isso, só devemos receber os resultados após o fim da eleição”, explicou.

De acordo com Idália, Nova Serrana geralmente realiza três LIRAas por ano. Porém, devido à alta incidência de casos suspeitos, a SES-MG determinou que fossem realizados quatro levantamentos em 2018.

Caso o índice não apresente resultados satisfatórios, outros levantamentos poderão ser solicitados pela secretaria.

Prevenção
Apesar do alto número de casos suspeitos registrados no município, Idália disse que, semanalmente, agentes de endemia visitam residências e orientam os moradores quanto aos cuidados necessários para que o índice de infestação seja reduzido.


“Fazemos o trabalho de tratamento focal. Visitamos as residências durante a semana e, aos sábados, realizamos um trabalho de resgate, para visitar as residências que não atenderam durante a semana. Os agentes realizam ações educativas, além de remover lixo que possa vir a acumular água e orientam os moradores sobre como limpar a caixa d’água. Em casos de o morador não ter condições de realizar esta limpeza, eles [os agentes] também fazem o serviço”, contou.

LIRAa
O primeiro LIRAa feito pela Prefeitura, em janeiro, apontou um índice de 5,4% de infestação predial na cidade, o que, segundo a SES-MG, é classificado como alto risco para o desenvolvimento de doenças causadas pelo Aedes aegypti. O limite aceitável pelo Ministério da Saúde é até 1%.

O relatório também apontou que foram encontrados focos do mosquito em 90% dos bairros do município. Para diminuir a infestação, a Prefeitura intensificou as ações, com visitas às residências aos sábados e palestras em empresas.

Em abril, o segundo LIRAa apontou um índice de 2,8% de infestação predial, o que deu ao município a classificação de médio risco para o desenvolvimento de doenças causadas pelo mosquito. O terceiro LIRAa, realizado em agosto, apontou que o índice de infestação predial do município caiu para 1,3%. Contudo, a taxa de aparecimentos de casos suspeitos de doenças se manteve alta.

Fonte: G1